O grupo (formado por Pedro, Stefane, Isadora e Maria Fernanda), a partir de discussões sobre a Rampa do Mural, elaborou a ideia abstrata para a intervenção nesse espaço. Essa ideia abstrata consiste na maior exploração de elementos característicos do local (atraindo, para o espaço, a atenção das pessoas que o usam), como as generosas dimensões do corredor (que promove eco) e o mural, um elemento decorativo marcante. Essa intervenção não visa, contudo, a obstaculização, mas sim a busca por um contato maior entre os utilizadores e o local por meio da curiosidade e interação, ou seja, pela opção, e não imposição.
O desenho analisado representa uma perspectiva da fachada da Escola de Arquitetura. O ângulo escolhido permitiu uma representação do prédio em que a perspectiva do edifício, ainda que exista, não seja o elemento mais evidenciado da imagem, sendo esse o plano vertical da fachada, emoldurado por elementos naturais: árvores em ambos os lados e o jardim em baixo. Essa disposição de elementos gera uma composição harmônica e bem-enquadrada. Há, por outro lado, um enquadramento externo ao desenho, uma vez que a representação não ocupa a pagina inteira, sendo demarcada por uma linha simples. Tal enquadramento não é feito de maneira óbvia, com um retângulo centralizado dentro do outro, mas de modo assimétrico, criando uma faixa larga na direita, ocupada apenas pela assinatura da desenhista, Nathália Mendes. Esse todo, que compõe o preenchimento da página, é equilibrado e colabora para a expressividade da obra. A imagem não apresenta excesso de detalhamento; as plantas do jardim são desen...
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