O grupo (formado por Pedro, Stefane, Isadora e Maria Fernanda), a partir de discussões sobre a Rampa do Mural, elaborou a ideia abstrata para a intervenção nesse espaço. Essa ideia abstrata consiste na maior exploração de elementos característicos do local (atraindo, para o espaço, a atenção das pessoas que o usam), como as generosas dimensões do corredor (que promove eco) e o mural, um elemento decorativo marcante. Essa intervenção não visa, contudo, a obstaculização, mas sim a busca por um contato maior entre os utilizadores e o local por meio da curiosidade e interação, ou seja, pela opção, e não imposição.
Inicialmente, o grupo, formado por Pedro Zanatta, Maurílio Cruz Balthazar e Daniel, se deparou com o desafio de ocupar o espaço liso do fundo da escada. Diante disso, pensou-se em projetar imagens e videos nesse local, o que, para isso, exigia a presença de cortinas de pano que criassem um espaço escuro o suficiente para isso. O problema dessa ideia inicial era a impossibilidade de uma interferência do público, um caráter programático, tornando-o mero "expectador". A fim de preencher o espaço liso da escada e permitir um maior grau de interatividade, a nova proposta é de realizar um acoplamento de fitas, que terão em seu fim peças de papelão com palavras aleatórias, amarradas no corrimão da escada, de modo a formar, inicialmente, uma cortina de panos de diversas cores. Dizemos "inicialmente" porque haverão outras fitas, essas amarradas transversalmente ao fundo da escada, que servirão de "linhas" para a acomodação das primeiras, amarradas aos corrimões....
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